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Embaixador de Angola no Uruguai entregou credenciais

 

A cerimônia de acreditação decorreu na capital do Uruguai, onde o diplomata angolano entregou as cartas credenciais ao presidente José Mujica.

 

O embaixador Nelson Manuel Cosme foi acreditado, sexta-feira, em Montevidéu, como embaixador não residente de Angola no Uruguai. O diplomata angolano é também embaixador, residente, no Brasil.
A cerimônia de acreditação decorreu na capital do Uruguai, onde o diplomata angolano entregou as cartas credenciais ao presidente José Mujica,na presença do ministro uruguaio das Relações Exteriores, Luis Almagro Leme, e do secretário geral da Presidência.
Durante a audiência, o embaixador Nelson Cosme transmitiu ao estadista uruguaio as prioridades com vista ao aprofundamento da cooperação e o reforço dos laços de amizade entre Angola e o Uruguai.
O chefe de Estado do Uruguai,por seu lado, manifestou o seu entusiasmo por se abrir um novo caminho no reforço das relações entre Angola e o Uruguai com a acreditacao do embaixador de Angola.
O presidente José Mujica assegurou ainda,o seu empenho pessoal na consolidação das relações entre os dois países,que datam dos anos setenta e oitenta altura em que Angola apoiou a causa uruguaia de luta contra a ditadura militar, assegurando uma retaguarda segura aos exilados uruguaios anti-fascistas.
As relações de cooperação econômica,técnico - cientifica e cultural entre Angola e o Uruguai estão fundadas num Acordo Geral de Cooperação,assinado a 20 de outubro de 2003.
Em julho de 2008,os dois países firmaram dois outros importantes documentos, nomeadamente o memorando sobre consultas políticas regulares e o memorando sobre a supressão de vistos em passaportes diplomáticos e de serviço.
As duas partes estão apostadas em dar corpo à cooperação, impulsionando o funcionamento de uma Comissão Mista Bilateral que definirá periodicamente as metas a atingir em cada etapa das relações entre os dois países.
O agora acreditado embaixador de Angola no Uruguai, Nelson Cosme, está aproveitar a sua presença em Montevidéu para estabelecer contatos aos mais variados níveis tendentes a aprofundar os laços que unem os dois países.
Assim, entre outros contactos, Nelson Cosme reuniu-se com o presidente do conselho de administração da Empresa de Obras Sanitárias e águas do Estado (OSE) para abordar o estado de implementação dos entendimentos sobre o apoio técnico ao tratamento de águas e saneamento básico em Angola, com o ministro da Educação do Uruguai e com responsáveis dos ministérios da Agricultura,da Indústria e da Agência de Investigação e Inovação.


 Ministro angolano alerta para perigo de instabilidade no continente

Segundo Georges Chikoti, a União Africana(UA) e a comunidade internacional não podem deixar que Guné-Bissau continue viver ciclos de violência e instabilidade

O ministro das Relações exteriores de Angola, George Chikoti, disse, em Addis Abeba, Etiópia, que a alteração da ordem constitucional por meios ilegais e violentos na Guiné-Bissau e no Mali, bem como a escalada da tensão entre Sudão e Sudão Sul constituem uma seria ameaça à paz e segurança desses países e das respectivas regiões.
O Ministro discursava na qualidade de Presidente do Conselho de Paz e Segurança, durante a sessão ministrerial deste órgão que debateu as situações na Guiné-Bissau e Mali, como resultado da alteração da ordem constitucional devido ao golpe de estado ocorrido naqueles países, bem como a tensão entre o Sudão e Sudão do Sul.
Segundo George Chikoti, a União Africana e a comunidade internacional não podem deixar que a Guiné-Bissau continue vivendo ciclos de violência político militar e de instabilidade, marcados  pela intervenção da parte do exército desse país, em atos de desobediência, assassinatos, seqüestros ou ainda de violência.
Para o ministro  das relações Exteriores de Angola e Presidente do CPS, durante o mês de Abril, os membros do Conselho de Paz e Segurança da União Africana devem reiterar a sua firme condenação ao golpe na Guiné-Bissau, impor o restabelecimento da normalidade constitucional e criar mecanismos para sancionar os autores de golpes militares, pela ameaça que constituem para a democracia, o estado de direito e  para a estabilidade regional.
Pensamos que deve ser dada uma resposta enérgica e inequívoca aos atores que pretendem desestabilizar a Guiné-Bissau, assim como a outros atores que nos seus países podem ser tentados a reproduzir fatos similares.
Sobre o Mali, o presidente do CPS acusou os grupos rebeldes que pretendem declarar a sucessão e pôr em causa a integridade territorial daquele país, o que é condenável pela União Africana.
De acordo com o ministro, é necessário neste caso, também uma ação enérgica por parte da União Africana de da comunidade internacional para pôr fim a ameaça regional causada por esses grupos rebeldes, e pela proliferação de armas.
Por outro lado, disse que a paralisação do diálogo entre o Sudão e o Sudão do Sul com vista a resolução das questões pendentes do acordo geral de paz representa uma grande preocupação para a África e para a comunidade internacional.
De acordo com o presidente do CPS  para o mês de Abril, o Sudão e o Sudão do Sul devem privilegiar a cooperação mútua,permitir o normal fluxo das atividades econômicas entre os doius países, particularmente nas zonas fronteiriças, o livre movimento das populações, assim como as regularização da situação dos cidadãos de cada um dos países residentes no outro.

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