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Angola quer parceria estratégica para mobilizar mais investimentos

A ministra do Comércio disse ontem que Angola dever criar parcerias estratégicas de empresas para desbloquear investimentos, mobilizar financiamentos e reforçar capacidades empresariais que promovam o desenvolvimento e diversifiquem a produção nos países de língua portuguesa.  
Idalina Valente, que fez a proposta na abertura da primeira reunião dos ministros do Comércio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), afirmou que “devem encontrar-se vias que sustentem o desenvolvimento de zonas econômicas especiais e fomentem a criação de parcerias”.
Para reforçar e melhorar a cooperação entre os países da CPLP, referiu, os Estados-membros devem estabelecer mecanismos para a troca de experiências, em termos de produção, de tecnologia e de comercialização, que passem pela melhoria de infra-estruturas, como transportes, telecomunicações, tecnologia de informação e energia.
A ministra angolana pediu aos ministros da CPLP que durante o encontro refletissem sobre o papel que cada Estado desempenha na criação de um plano de ação.
Idalina Valente, que falou sobre o papel de Angola e do seu contínuo crescimento econômico que a torna numa das principais economias de África, disse que o Brasil e Portugal são “vetores de desenvolvimento” no espaço CPLP.
O Brasil pode desempenhar um papel preponderante na nossa comunidade, enquanto país emergente e principal pólo comercial no espaço da CPLP”, disse.
A ministra angolana lembrou que o Brasil é a oitava economia mundial e que, por isso, deve ser decisivo para impulsionar outros Estados-membros da CPLP. Idalina Valente defendeu a criação do Conselho Econômico e Social para reforçar o trabalho a ser desenvolvido pelas confederações empresariais e sindicais dos Estados-membros.

A reunião dos ministros do Comércio, que terminou ontem, declarou, foi uma oportunidade para lançar as bases para uma cooperação econômica e comercial sustentável e inclusiva no seio da CPLP.
A ministra, que realçou o papel do comércio para o crescimento mundial e para o desenvolvimento das economias, disse que a reunião, que decorreu sob lema “por uma cooperação econômica e comercial mais sustentável e inclusiva”, se realizou num momento em que se estimulam os países a estreitarem vínculos no exercício de uma cooperação com vantagens mútuas e procuram um diálogo econômico mais efetivo.
“ Os nossos laços históricos não devem remeter-nos não apenas para os princípios de cooperação social, como para a busca de soluções que incluam oportunidades reais de crescimento econômico”, afirmou.  A ministra do Comércio falou também da importância de um “auxílio contínuo” à Guiné-Bissau para aquele país ultrapassar este “período conturbado da sua História”.

Ausência de comércio
As trocas comerciais entre os países da CPLP, lamentou, são pouco expressivas comparadas com o comércio que fazem com o resto do mundo. O comércio anual entre os países da CPLP, referiu a ministra, é de aproximadamente 13 Bilhões de dólares, enquanto o total das trocas comerciais com o resto do mundo é superior a 590 bilhões. A ministra angolana sublinhou que “a melhoria no transporte marítimo e a logística portuária” ajudam a ultrapassar obstáculos no intercâmbio comercial entre os países da CPLP.  “O empenho no desenvolvimento do processo de padronização do sistema de qualidade contribui para o crescimento do comércio multilateral”, disse.
 
Conclusões
Os ministros defenderam a articulação de ações das entidades públicas com vista a ampliar, aprofundar e facilitar a cooperação econômica e empresarial no espaço da CPLP, através do incremento do comércio, do investimento e de parcerias, de modo a assegurar uma maior inclusão e interação dos agentes econômicos e das economias dos Estados-membros. Os países devem centrar essa cooperação em setores de desenvolvimento e de interesse comum, como Novas Tecnologias, Agricultura e Desenvolvimento Rural, Infra-estruturas, mar e recursos naturais, energia e turismo.  Nesse sentido, devem ser incrementadas medidas que permitam ultrapassar as dificuldades de desenvolvimento.
Fonte – Jornal de Angola

 Angola estimula rede de lojas para produção interna 

 Angola reabrirá até meados do próximo mês 17 shoppings em todo o país, que permitirão a compra e comercialização de produtos e artigos da indústria nacional, informou hoje uma fonte governamental.

A ministra de Comércio, Idalina Valente,também indicou que no marco da reestruturação de redes comerciais serão inaugurados outros 33 estabelecimentos de vendas.
Os comércios de novo tipo contribuem ao desenvolvimento da produção nacional e à substituição de importações de produtos diversos, enfatizou.
 A rede de instalações desse tipo associadas ao governo para o avanço das políticas comerciais beneficiará, sobretudo, os produtores angolanos de setores como o agropecuário, pesca e agroindústria em geral, apontou.
A reabertura dessas lojas, com uma oferta de mais de dois mil tipos de artigos, é uma oportunidade para levar bens à população a baixos preços, explicou o ministro de Geologia, Minas e Indústria, Joaquim David.
Outras fontes consideraram que nos últimos meses as autoridades incrementaram esforços com o objetivo de garantir mais opções para o consumo das famílias angolanas.
O impulso a novas formas comerciais ocorre no meio da recuperação econômica deste país africano, que no passado ano conseguiu um crescimento do Produto Interno Bruto do 3,12% e para este ano projeta entre oito e dez por cento
Fonte - Prensa Latina


 

  

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